TEMA CENTRAL – LONGEVIDADE, O IDOSO NOS CENTRO DAS ATENÇÕES

No ano de 2020, o número de indivíduos com 60 anos ou mais irá superar o número de crianças com 5 anos ou menos no mundo. No Brasil, haverá mais de 30 milhões de idosos neste ano, correspondendo a cerca de 15% da população, e este número tende a aumentar, com uma estimativa de que mais de um quarto da população brasileira será de idosos em 2060.

Com o envelhecimento da população, vamos observar um aumento da prevalência de doenças cardiovasculares e seus fatores de risco. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nesta faixa etária. Dados do estudo Global Burden of Disease estimam que elas correspondem a um terço das mortes entre os idosos no Paraná e no Brasil e são responsáveis por até 10% dos anos vividos com incapacidade. Além do fardo que causam ao doente, as doenças cardiovasculares têm um profundo impacto econômico e social na população em decorrência da elevada demanda que geram ao sistema de saúde e da necessidade de cuidado que impõe aos familiares fazendo com que parem de produzir no mercado de trabalho.

Enquanto o conjunto das evidências quanto a prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares tem crescido exponencialmente, sua adoção na prática ainda é baixa, com carência de implementação de intervenções eficazes, havendo um grande espaço para redução da morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares. Por outro lado, o envelhecimento da população se acompanha de situações cada vez mais desafiadoras para médico, que precisa lidar com situações complexas, com a presença de múltiplas co-morbidades em indivíduos muito idosos, para as quais a medicina baseada em evidências ainda é escassa.

Neste sentido, a educação continuada, a troca de informações e conhecimento entre os profissionais de saúde, incluindo a interação entre diferentes especialidades centradas no cuidado do idoso é crucial na promoção do bem estar, aumento da sobrevida com qualidade de vida desta população.

O objetivo principal é reduzir a morbidade e mortalidade por doenças cardiovasculares na população, com foco no aumento da sobrevida e melhora da qualidade de vida das pessoas com mais de 60 anos de idade, através da interação entre profissionais de saúde, viabilizando, sedimentando e facilitando a disseminação de novos conhecimentos, no sentido de proporcionar melhor atendimento às condições de saúde.

O congresso irá atualizar e capacitar mais de 1.200 (mil e duzentos) cardiologistas, médicos da atenção primária e profissionais de saúde que lidam com o cuidado da saúde do idoso, com foco nas doenças do sistema cardiovascular, no estado do Paraná.

As atividades ocorrerão nos dias 05 e 07 de agosto de 2021 na cidade de Curitiba no Paraná. Os palestrantes convidados para este evento são brasileiros e estrangeiros, com renome nacional e internacional, a maioria deles vinculados às principais Universidades do País e do Exterior. Apesar de ser promovida pela Sociedade Paranaense de Cardiologia, o congresso se caracterizará pela interação com outras áreas e serão realizados simpósios conjuntos com os seguintes departamentos, sociedades e instituições:

Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Departamento de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular

Sociedade Brasileira de Hemodinamica e Cardiologia Intervencionista

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Sociedade Brasileira de Neurologia

Duke University (Carolina do Norte, Estados Unidos)

Nestes dois dias, serão abordados temas com enfoque na prática clínica para a população idosa, incluindo hipertensão arterial, coração e diabetes, insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, cérebro e coração, manejo e prevenção da doença arterial coronária, manejo das valvopatias no idoso, cardio-oncologia, amiloidose cardíaca, entre outros. Os temas envolverão desde a promoção de saúde integral até o atendimento emergencial em situações agudas. Finalmente, haverá a sessão de temas livres (oral e em pôster), que é uma importante fonte de estímulo a pesquisa cardiovascular no estado do Paraná, com premiação para o melhor tema nas categorias pesquisa clínica, pesquisa básica, pesquisa epidemiológica e multidisciplinar.

O Congresso será uma oportunidade única para a troca de experiências, sendo um dos meios mais produtivos para atualização e capacitação dos profissionais. O congressista terá oportunidade de apresentar e discutir resultados de suas pesquisas, assistir às palestras de vanguarda do pensamento científico e debater com colegas brasileiros e estrangeiros os desafios futuros da cardiologia brasileira.